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Foto de 1920 revela uma parte da história de Arvorezinha

A internet é uma ferramenta incrível, propicia muitas vezes uma viagem sem sair de casa, conhecer pessoas de outras partes do mundo, culturas então desconhecidas, pesquisas e até difundir a história de uma família que vem de encontro a história de um povo, que muitas vezes se perde nas gavetas empoeiradas das casas e a internet tem servido de base sustentável para a perpetuação eterna desses momentos.
Como exemplo de história de uma família que se confunde com um povo foi encontrada essa semana no site www.taniarossari.com que ao pesquisar as páginas, uma foto chamou a atenção de um leitor que enviou a redação do NOTISERRA. Em pesquisa da tal foto, encontramos o nome de Juliano Grando, funcionários público de Arvorezinha e que nas horas vagas dedica-se a resgatar verdadeiramente a cultura e a história de sua gente.
A foto em questão é do velório de Luiggi Citron, e ocorreu no ano de 1920, porém, não se sabe exato o dia, necessitando de uma pesquisa mais aprofundada.
Ao se chegar ao nome, chega-se também a uma importante passagem da história do Município de Arvorezinha, pois, Luiggi foi um dos primeiros a chegar na Figueira, mas a história é bastante ampla.
Nascido na Itália, região do Vêneto, possivelmente da província de Treviso, chegou primeiramente na cidade de Alfredo Chaves, hoje chamada de Fagundes Varella, próximo a Bento Gonçalves, após, com os programas de expansão de terras ofertados pelo Governo da época, os imigrantes vieram para Arvorezinha, sendo um dos primeiros moradores da comunidade da Linha Pinhalzinho. Junto com ele vieram várias famílias italianas.
Do casal o primeiro a falecer foi a esposa Elena Valente, sem registro do fato, já na década de 20, Luiggi faleceu aos 73 anos. Entre os que estão na foto sabe-se que são, Maria de 45 anos, Fioravante de 38 anos e casado com Dosolina Perin, João de 36 anos, Casado com Santina Rossari, Genovefa de 28 anos, casada com José Grando e Elisa de 25 anos de idade.
Chama atenção como eram os velórios da época, onde o corpo ficava a porta da residência e praticamente em pé. Outro relato que se tem é que esse caixão era também uma fabricação dos próprios familiares.
Essa é parte de uma grande história, pois, foi o primeiro descendente dos Citron e todos os moradores de Arvorezinha que possuem esse sobre nome, tem a oportunidade de visualizar em foto aquele que deu início a toda essa história.
Caso existam fotos antigas, relíquias e que retratem a cultura de um povo, a Redação do Notiserra coloca-se a disposição para também resgatar essas histórias.

Fonte; Jornal Notiserra

Um comentário em “Foto de 1920 revela uma parte da história de Arvorezinha

  1. Muito interessante mesmo, em saber um pouco da historia nao so’ dos citron mas de toda essa geraçao de emigrantes italianos, è incrivel , hoje se da muito valor no resgate dessa cultura que por sinal è riquissima tambèm sou de origem italiana , nasci ali em Arvorezinha, jà morei na Italia e posuo a cidadania italiana, mas a 8, 10 anos atràs quando eu estudava no Felipe Roman Roos por ser do interior e ter o sotaque forte eramos tachados de bobos ou colono grosso e ficavamos acanhados , è paradoxal, deveriam incentivar as novas geraçoes em aprender mais sobre a cultura do nosso povo, que pra mim foi muito proveitoso , sabendo o talian me ajudou muito em aprender o idioma italiano.

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