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Nero já tem livro pronto a ser lançado

Nero Borges de Góes, cidadão conhecido pela sua vida ligada ao Tradicionalismo, onde por muitos anos apresentou o Programa Chimarreando na Querência pela Radio Cultura, também, a frente do CTG Jango Borges, dos livros, em fim, dos tantos momentos que enalteceram a cultura Gaucha de Arvorezinha.
Nero, nasceu no então Município de Maurício Cardoso, hoje, Itapuca, filho de Floriano Borges de Góes e Ernesta Chitolina e iniciou suas atividades profissionais ainda muito jovem, trabalhando como balconista, auxiliar de escritório, barbeiro, mas também viveu as lidas do campo.


O tradicionalista foi uma das peças importantes na manifestação quanto a emancipação de Arvorezinha, “Lembro que junto a meu saudoso Pai, saímos de Itapuca até Arvorezinha em carreata para comemorar a grande vitória da emancipação” disse.
Entre as datas marcantes de sua vida Nero lembra que no dia 10 de dezembro de 1963, iniciou seus trabalhos como Escrivão Distrital do Cartório de Mauricio Cardoso. Outra data é a do casamento, 20 de fevereiro de 1971, quando uniu-se a Mirte Eli Boccardi de Góes, cuja união nasceram dois filhos, Schyrle e Ulisses. Um momento especial na vida dessa família é também a chegada da primeira neta, Ana Julia, filha de Ulisses e da esposa Juliana.
Nesse ano Nero está a comemorar um aniversário importante, 40 anos de tradicionalismo, pois, em 1972 teve contato com o tradicionalismo, fazendo parte como Agregado da Patronagem do CTG Jango Borges já em 79 ocupou o cargo de Patrão da entidade, fundando assim o Programa Chimarreando na Querência. Ao todo são 13 anos a frente do CTG entre vários cargos que ocupou.
Entre os muitos títulos, troféus, em fim, honrarias que recebeu, Nero destaca 5º Rodeio Crioulo de Solerade como 1º Lugar Concurso de Declamação, Categoria Peões, Taça ródio crioulo, DTG Estância da Figueira, 25 Anos Radio Cultura, Bí Centenário de José Garibaldi, Honra ao Mérito do 2º Rodeio Nacional de Integração pela sua magnífica apresentação, CTG Lalau Miranda de Passo Fundo, entre muitos outros títulos.
Também palestrou em várias escolas e entidades tradicionalistas, o Parque das Araucárias possui o Caminho dos Poétas, onde existe poesia de Nero.
Os títulos que o honra muito são de cidadão emérito de Itapuca e Cidadão Arvorezinhense, que recebeu ao longo de sua vida e compartilha com cada um de seus amigos que fez nessa bela história.
Nero também foi por muitos anos colunista do JORNAL NOTISERRA. Já em Rádio, o poeta é conhecido estado a fora, pois, além da Radio Cultura, Nero também esteve se apresentando na Radio Encantado, Radio Viva, Rede Colinas, Radio Rural, Radio Cristal entre tantas outras, “Sempre levei o nome de nossa região por onde quer que vá, divulgando acima de tudo essa gente que tanto amo”.
Essa é uma rápida apresentação desse que é um dos tradicionalistas mais respeitados do interior do Estado, pois, além desse amor todo a cultura, Nero tem já dois livros lançados, entre outros trabalhos que divulgam a tradição e, em breve lançara seu 3º trabalho que deverá se chamar “Velho Galpão” que será composto por poesias Crioulas e Populares. “O trabalho de composição está pronto, inclusive a correção das poesias foi feita, estou apenas definindo alguns aspectos para após, partir para a gráfica e a impressão final do livro” comentou.
Como exemplo de como será o novo livro Nero apresenta a Poesia que dá nome a nova obra literária:
O Velho Galpão
Velho Galpão de Estância/ da pampa verde e amarela / das cores da minha bandeira / marca verdadeira / da história da minha infância / és marca de lembrança do batismo do Gaúcho / que nasceu sem luxo / nesta terra de esperança / Velho Galpão Crioulo / Feito de Pau a pique na Coxilha / Deste Rio Grande Nativo / Chama de Fogo Vivo / que o peão acendeu / nas nuvens de Fumaça que pelos ares passa / anunciando que o Gaucho não morreu / hoje és história / vivendo na memória / dos heróis dos antepassados / ainda sente-se o cheiro de picumã / do tição do tarumã / que nos dias de chuva foi queimado / pra secar o poncho molhado / com a benção do pai tupã.
Peço a Deus nosso Senhor / quando eu me for / um galpão de santa fé coberto / e um cavalo por perto / em lembrar fico irreverente / vou avisar minha gente / se o velho não me quiser / quero ser Gaucho novamente.

Fonte; Jornal Notiserra

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