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Fumo: cadeia traz um ponto de interrogação à produtores

“Com as lavouras prontas e as mudas em bom estágio de desenvolvimento, muitos produtores de fumo de Itapuca já começaram o plantio nesta semana”.

Apesar do valor pago aos produtores na última safra 2010/2011 ter sido bem abaixo do esperado, alguns estão com boas expectativas com a cultura nesta safra de 2011/2012. Como é o caso do produtor Valmir Formagini, residente na comunidade de Linha Nona, Itapuca, onde possui uma propriedade de 20 alqueires, sendo que além dele, trabalham também na propriedade, Carlito, Rodrigo e Leandro Formagini, onde plantio de fumo começou ainda na semana passada, e as expectativas acerca desta safra são muito otimistas. “Agente planta o fumo, sempre com a expectativa que melhore o preço na próxima safra, claro que a gente esta com um pouco de medo acerca da cultura neste ano, pois no ano passado foi um ano muito ruim para o produtor de fumo. Pode ser um ano como o do ano passado? Pode! Mas estamos confiantes que este ano melhore o valor pago aos produtores” comentou Formagini. Valmir disse também, que no ano passado plantou cerca de 27 mil pés de fumo, mas este ano baixou um pouco, esta plantando entorno de 25 mil pés, mas não é devido ao baixo valor pago aos produtores no ano passado, mais sim uma questão de espaço, pois o ano passado ele plantou mais perto as mudas, e este ano resolveu plantar mais distante uma da outra. Já o produtor Valdir Dorigon, residente na comunidade de Linha Capinzal, Itapuca, disse que o fumo teve um dos piores valores pagos, e se continuar o valor a cair, como caiu nesta ultima safra, pretende para com o cultivo. “Se continuar mais um ano como o do ano passado, é ultimo ano em que vou plantar fumo, pois não poderemos mais sobreviver com o fumo, pois o valor pago aos produtores acaba se tornando muito inviável para dar continuidade à cultura” comentou Dorigon. Valdir disse também, que no ano passado colheu cerca de 17.250 quilos de fumo, cerca de 100 mil pés de fumo plantados. “Esse ano estou plantado 30% a menos do que plantei no ano passado, ou seja, estou plantando 70 mil pés de fumo. Sendo que no ano passado, na safra 2010/2011, meu fumo passou com uma média de R$ 71,00 reais a arroba, cerca de R$ 4.73 o quilo do produto. Já na safra 2009/2010, o valor pago ficou na média de R$ 105,00 reais por arroba, cerca de R$ 7 reais por quilo do produto. Então nesta safra que passou, eu tive um prejuízo de mais ou menos R$ 40 mil reais” comentou Dorigon. “Vou tentar mais um ano com o cultivo do fumo, mais se continuar assim, será o ultimo ano que vou trabalhar com a cultura” finalizou. Só que o produtor de fumo nem bem iniciou a safra 2011/2012 e já traz um ponto de interrogação à cadeia produtiva. Pois além da dúvida a respeito do valor que será pago pelo produto ao final da safra, o SINDITABACO divulgou na sexta-feira, dia 23, que a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vai realizar duas audiências públicas para obter subsídios e informações adicionais às propostas de Resolução das consultas públicas 112 e 117. Publicadas no final de 2010, tais propostas pretendem proibir os aditivos nos produtos derivados do tabaco o que afetaria a produção do tabaco tipo Burley, indispensável na fabricação dos cigarros produzidos e consumidos no Brasil, além de impactar as embalagens e os materiais de propaganda e proibir a exposição dos produtos derivados do tabaco em pontos de venda.

 

ENTENDA

Consulta Pública nº. 112:
publicada em 30 de novembro de 2010, no Diário Oficial da União, a proposta altera a resolução existente sobre os teores de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono nos cigarros, e pretende proibir os aditivos nos produtos derivados do tabaco. A proposta afetaria a produção do tabaco Burley, indispensável na fabricação dos cigarros produzidos e consumidos no Brasil.

Consulta Pública nº. 117: publicada em 28 de dezembro de 2010, com texto propositivo de Resolução para alterar drasticamente as embalagens, os materiais de propaganda e proibir a exposição dos produtos derivados do tabaco em pontos de venda. A proposta incentivaria, principalmente, o comércio ilegal.

 

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