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Produto Natural

No Brasil os pequenos produtores ainda sofrem com os altos preços cobrados pela estocagem de grãos
Em Roca Sales, na propriedade de Marino Elias e Alberto Paulo Schmitz, na Linha Júlio de Castilhos Baixo, encontramos uma alternativa lucratica e com qualidade no processo de secar grãos.
Os produtores optaram pelo secador com energia solar, onde é possível secar os grãos na sua propriedade mesmo, sem precisar depender de ninguém e com um baixo custo, utilizando-se apenas da energia solar.
Para os irmãos Marino e Alberto, esse sistema de secagem dos grãos trouxe muitos benefícios para a família, pois antes a grande dificuldade era a distância da cooperativa, os custos altos com o processo, sem contar os preços na compra dos grãos para a alimentação dos animais. O retorno do investimento leva de 6 a 7 anos, mas mesmo assim garantem que vale a pena.
Os produtores produzem, grãos e os transformam em carne, na alimentação de suínos e vacas de leite, onde necessitam hoje para alimentação dos animais, 10 a 12 mil sacos de milho por ano, sendo que conseguem produzir 6 mil sacos devido a falta de mão-de-obra e de terras para a produção.
Segundo os produtores mesmo em dias frios o secador seca o milho e que apesar da umidade permanece seco. A captação da energia funciona com vidros e britas, onde a maior captação de energia acontece durante o dia e a brita permanece aquecida 3horas a mais depois de acabar a exposição solar. O milho, por exemplo, que possuir 23% de umidade, leva 3 dias para secar
No secador cabem 400 sacos de milho e o silo comporta 6 mil sacos. São 115m² de vidros apenas no secador, 14 motores, onde o ventilador do silo puxa 15.000 m³/h, também a mesma quantidade é puxado por 2 coletores no secador. A temperatura consistente dentro do silo acaba com infestação de carunxos e outras pragas que possas se desenvolver no produto e não precisando ser tratado, tornando-se livre de agrotóxicos e um produto natural.
O silo armazena o grão depois de seco, onde a temperatura tem de ficar abaixo de 15º, com 12 a 13% de umidade no grão, onde isso é possível com um ventilador que ajuda a baixar a umidade.
Os produtores afirmam secarem também trigo para misturar na alimentação dos animais, sendo que hoje em dia o trigo está mais barato que o milho e aproveitam melhor a terra e os dejetos dos animais fazendo 2 colheitas de milho. Na safrinha colhem até 1.000 sacos.
Para o agrônomo César Burille, esse sistema não utiliza energia não-renovável, não precisa gastar lenha e com isso não há crime ambiental. Apesar do processo ser mais lento, conserva melhor o produto.
Aos agricultores que tiverem interesse em introduzir o sistema de secagem solar na sua propriedade podem entrar em contato com a Emater que auxiliará no processo.
Fonte; Jornal Notiserra

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