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Lavouras podem sofrer por falta de chuva

A chuva que chegou à região na semana passada não foi suficiente para amenizar a falta de umidade do solo na região. Durante todo o mês de novembro, a quantidade de chuva foi abaixo do esperado e a previsão para o mês de dezembro é de poucos milimetros de chuvas esparsas.
Os produtores de diversas culturas estão apreensivos com a situação, que pode ser prejudicial para diversas culturas, em especial a do milho. De acordo com o técnico agropecuário da Emater de Arvorezinha, Cleber Schuster, ainda não foram constatadas perdas, pois se chover dentro de 15 a 20 dias as culturas prejudicadas, como a do milho, podem se recuperar. “Esta é a época da formação do pendão e enchimento dos grãos no milho, o que necessita de grande quantidade de água. Ainda não podemos falar em perdas, temos que torcer para que chova de 40 a 50 milimetros dentro de 15 a 20 dias, que assim o milho se recupera”, fala.
Já o fumo tem sido prejudicado pelos dias frios e pela pouca umidade do solo. Schuster comenta que este é um período crucial para o desenvolvimento do fumo, o qual para de crescer devido ao fator climático. Nas pastagens, a falta de chuva provoca redução da oferta do pasto e a germinação das sementes perenes de verão, podendo resultar em quebra na produção de leite.
Para esta semana há previsão de 07 milimetros de chuva. Depois, volta a chover somente na semana que vem, mas a previsão também é de pouca quantidade. O técnico da Emater destaca que os produtores devem ficar esperançosos, pois há a possibilidade de recuperar a produção das culturas prejudicas. “Vale lembrar aos agricultores que financiaram a lavoura que guardem suas notas, para que se realmente houverem perdas, acionem o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária – Proagro”, comenta.

“Quando olho o milho chego entristecer”

São estas as palavras da agricultora Terezinha Dall’Orsoletta, esposa de seu Itelvino, residentes da Linha Terceira, em Arvorezinha. A localidade é uma das mais afetadas pela falta de chuva. Na propriedade, a principal fonte de renda é a Erva-Mate e em seguida o milho, que é comercializado em sua maior parte.
“Na semana passada teve apenas uma garoa, nem pode ser considerada chuva. Molhou a terra, mas depois de 24 horas já estava tudo como antes. Primeiro sofremos com o excesso de chuva e agora com a falta, quando olho o milho chego entristecer, pois se não chover nos próximos dias vamos ter uma grande perda”, comenta a produtora. A famíla Dall’Orsoletta não fez financiamento para o plantio, mas preocupa-se com a possibilidade de perda do valor investido para o plantio e a adubação dos 02 hectares de milho.
“Esta é a época de formação da espiga, mas os grãos não estão se formando, deixando ela murcha. Se continuar assim, a produção não poderá ser utilizada nem para fazer silagem e vender, pois a qualidade da silagem depende do grão”, destaca Terezinha.
Fonte; Jornal Notiserra

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