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Do pé para a beira da estrada


No meio da viagem ou na hora de ir para a casa no final do dia, quem passa pela RS 332, em Ilópolis, é atraído pelas frutas frescas da fruteira da família Salva, na beira da estrada na localidade de Linha Santo Antônio. A fruticultura é a única fonte de renda da propriedade e quem trafega pelo trageto vê os pomares de maça, pêssego e ameixa ao redor da residência e da fruteira.
Em 1976 seu Odacir Salva e sua esposa Aidê decidiram investir na fruticultura, implantando na propriedade um pomar de maçã. Quando o pomar começou a produzir, em 1980, o casal decidiu abrir a fruteira. O produtor conta que a fruticultura era uma novidade trazida pelo prefeito da época e alguns profissionais de Santa Catarina, mas o desafio foi aceito. “Eu acreditava que só a Argentina conseguia produzir maças de qualidade, mas recebemos orientações de que nosso solo e nosso clima eram propícios para a produção e então decidimos encarar o desafio. Passamos por muitas dificuldades e de todos os produtores que investiram na época, somente eu continuei. A dificuldade de comercializaçãom era grande, não tínhamos onde guardar e o comércio não acreditava que a nossa fruta era boa”, comenta.
Inicialmente, Odacir destinou 02 hectares da propriedade para o pomar de maças, depois ampliou para 05 e hoje diminuiu a produção, voltando a 02 hectares para ter mais espaço para novas frutas. A maior produção atualmente é a de pêssego, com 02 hectares. Meio hectar é destinado ao pomar de ameixas e em menores quantidades a propriedade conta ainda com produção de caqui e kiwi. “Fomos investindo aos poucos, não tínhamos recursos como tem hoje com financiamentos a juros baixos, sempre valorizamos cada centavo que entrava e hoje comercializamos nossas frutas no comércio de toda região, mas a maior parte da produção é vendida na fruteira”, destaca.
A dedicação e o trabalho dedicados aos pomares são intensos, sendo que além de seu Odacir e dona Aidê, um casal de colaboradores ajuda na manutenção da propriedade. Segundo o produtor, a fruticultura demanda de bastante mão de obra, principalmente em propriedades pequenas, sendo que todo o dia tem que fazer a colheita e quando não é época, tem que trabalhar com a poda e a limpeza dos pomares. “Para se tornar viável, a fruticultura nas propriedades pequenas deve ser vendida direto ao consumidor, pois assim agrega mais valor. Se o objetivo é vender para o atacadista, tem que ter uma propriedade maior, produzir em grande escala”, finaliza.

“Temos uma clientela muito boa, a qualvem aumentando no últimos tempos com a abertura da RS 332 de Arvorezinha à Soledade, sempre aparecem clientes novos que param para comprar pela primeira vez e sempre acabam retornando, ois aqui encontram fruta fresca, recém colhida do pé”, Odacir Salva.

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