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48 anos de constante crescimento


No Alto do Vale do Taquari, Anta Gorda é conhecida pela agricultura forte e pelo povo trabalhador, que faz com que o município ganhe destaque na economia, sendo descrito como cidade rica. Na próxima segunda-feira, dia 26, o município completa 48 anos de emancipação política-administrativa, comemoração marcada por um ano cheio de conquistas.
A população habitacional de Anta Gorda, de acordo com o Senso 2010, é de 6.073 pessoas, das quais 3.742 residem na área rural e 2.331 na área urbana. A agricultura é motivo de orgulho no município, que realiza a cada dois anos a FestLeite, feira que coloca em evidência o leite e a noz pecan, principais produtos produzidos na maioria das propriedades rurais. Anualmente, são produzidos no município cerca de 22 milhões de litros de leite e colhidas cerca de 72 toneladas de noz pecan.
Dona Gilda Lazzari Canton, moradora da Linha Carlos Barbosa, comemorou seu aniversário de 92 anos no dia 21 de dezembro e lembra como era Anta Gorda antigamente. A anta-gordense sempre morou na área rural, nasceu na comunidade de Moquém, onde ajudava os pais no armazém, hoje desativado. Ela conta que um marco da história de Anta Gorda foi em 1930, quando foi fundado no município o Colégio Santa Terezinha, dirigido pela Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu – Scalabrianas, onde que, em busca de educação, muitos jovens começaram se deslocar ao centro da cidade, ainda não emancipada. Assim aconteceu com dona Gilda, que sem deixar a área rural, frequentava a escola.
Aos 20 anos, a anta-gordense casou-se com seu Ângelo Canton (in memorian), com quem teve 11 filhos, 28 netos e 19 bisnetos. O casal passou a residir na comunidade de Linha Carlos Barbosa, onde dona Gilda reside até hoje com o filho Juventino e sua família. A produção inicial da família era milho e suínos, atualmente, o forte da propriedade é o leite. “O interior da nossa cidade não era desenvolvido como é hoje, quando chegamos aqui em Carlos Barbosa, na nossa propriedade tinha apenas um galpão e muito mato, dava uma tristeza. Na cidade havia pouco comércio, não tínhamos médicos e nem farmácias, hoje temos acesso a tudo que existe nas grandes cidades e as propriedades rurais são muito desenvolvidas”, conta.
A produção agrícola foi crescendo e desenvolvendo o centro da cidade. Em 1915, quando Encantado emancipou-se de Lajeado, Anta Gorda passou a ser o 2º distrito do novo município. Depois de anos de muita luta por lideranças anta-gordenses, no dia 26 de dezembro de 1963 Anta Gorda emancipou-se de Encantado. Aos poucos investimentos foram sendo feitos, a população foi crescendo e hoje a cidade é considerada um lugar bom de se viver pela grande maioria dos moradores, assim como para dona Gilda.
“Temos muitas opções de lazer e diversão, toda semana participo das atividades de Melhor Idade. No meio rural temos todo conforto necessário e quando vamos à cidade encontramos tudo o que é preciso, seja relacionado à saúde ou ao nosso comércio”, fala dona Gilda.
Atualmente, os principais acessos à Anta Gorda são asfaltados, o município conta com uma Unidade de Saúde modelo na região Alta do Vale do Taquari, uma escola de educação infantil está sendo construída em rítmo acelerado e empresas como a Diamaju Agrícola e a Agroindústria Pitol levam o nome da cidade para todo o Brasil.

Fonte; Jornal Notiserra

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